Há uma frase que diz que para ser feliz a gente não precisa sair do lugar, a gente precisa ser o lugar. Partindo desse pressuposto, posso afirmar que meu lugar preferido não é um lugar.
Encontrei o "lar doce lar" em braços, abraços e palavras que acolhem mais do que qualquer teto. Encontrei o meu lugar de mato verde, a minha casinha branca com quintal e janela, pra ver o sol nascer, dentro de mim.
O meu lugar preferido é aqui. O meu momento preferido é o agora. Todo o prólogo foi, também, repleto dessa mesma condição. Encontrei, em várias partes, "algos" e "alguéns" que me fizessem feliz. Registrei detalhes de cada canto para que pudessem compor as linhas e entrelinhas dessas história nonsense, sem pé, nem cabeça e nem fim.
As próximas páginas são de incerteza absoluta. Vou carregar nos tênis, com o formato dos pés cansados, a poeira de cada um dos cinco continentes. Vou captar, com os olhos, o pôr-do-sol visto a partir de cada um de todos os oceânos. Vou dar a volta ao mundo para, finalmente, entender que o melhor lugar do mundo é onde mora o coração.
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