15 de mar. de 2013
Lembra de mim? Você me enlouquece...
Eu não sei se sinto muito, ou se sinto muito pouco. Eu não sei a dimensão e o caráter disso que tem me tirado o sono e o sossego. Não sei se estou perto, porque não sei onde quero chegar. Não sei se tomei o rumo certo ou errado, mas tenho procurado entre entrelinhas e estrelas a resposta de onde isso vai dar. Ou de onde vamos parar. Além do que eu esperava, uns dois palmos acima do céu, ou ali, logo ali, depois da curva do teu sorriso, que fica tão fácil comigo, na dimensão do teu abraço, que mais do que encaixe, tem a fórmula exata pra me acalmar. Tal como a tua presença, que enaltece qualquer momento e anestesia qualquer dor. Roubaram a lua e os nossos pensamentos e em troca nos deram algumas doses de plenitude. Embriagante plenitude. Alucinante plenitude. Como quando você me conduz ao desconhecido e me faz sentir viva. E mais do que viva, me faz sentir mulher. E me faz querer ser a melhor mulher do mundo, pra poder estar ao lado do melhor homem do mundo. E eu sinto que me perco e te encontro quando provo, com palavras, atitudes e inconstância, que não passo de uma menina, correndo na frente dos medos e atrás do amor, e tudo o que isso implica, dando sorte ao azar e fazendo tu perceber que as nossas inconsequências andam de mãos dadas e que a nossa sintonia paradoxal, de opostos que se atraem dispostos a viver, pode produzir alguma melodia desafinada, com mais você do que nota dó. E eu te peço pra me dar a mão e vir comigo. Apagar a luz e vir comigo. Mergulhar de cabeça, no mistério, no incerto, no raso. Sem pressa, com calma, direito. Com todo o tempo do mundo, mas sem tempo a perder. Aproveitando cada minuto dos nossos melhores dias, superando os medos, de altura ou de sentir, sentir muito ou muito pouco. Estou feliz por estar aqui.
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