Eu continuava indo embora esperando que tu me pedisses pra
ficar. Esperando que tu me pedisses pra esperar. Esperar você decidir se os
sinais do teu coração eram motivos pra avançar ou recuar. Eu continuava
desistindo pra sempre, até tentar outra vez. Eu continuava. Por você. E por
mim. Eu continuava, porque não existe nada mais auto destrutivo: continuar
quando já não existem chances e não brotam esperanças. Eu continuava porque era
você. Porque minha vida não era vida se tu não estivesses incluso nela. Porque
minha felicidade era mais tristeza se eu não pudesse dividi-la contigo. Porque
eu escrevi teu nome no meu braço e não conseguia deletar meu corpo da tua
tatuagem. Eu esperava porque é amor. Essa coisa louca e desenfreada que invade
sem pedir licença e fica dentro de ti até o último suspiro. Você dizia: “ainda
é cedo” e eu sempre achava que ainda era tarde demais. Mal sabíamos que era a
hora exata, o momento certo. Mal sabíamos que não tinha o que ser esperado, e
muito menos desesperado. Perdemos-nos no meio de tanto sentimento. Fizemos
planos para muitos anos e agora aqui estamos, dizendo adeus. Eu com o coração
na mão, sem saber a direção e tu vestido com o orgulho, que não vai te tirar do
lugar.
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