30 de jul. de 2011

Quando chega a noite e você pode chorar.

A felicidade deve estar naquele beijo que eu jamais provei. Induzo, pelo fato de que o sorriso é o caminho. Tão natural quanto sóis da meia-noite nos mostrando a direção. Mas ele, quando sorria desarmado, me fazia doer. Talvez porque o sorriso tinha outro propósito, outro alvo, que não eu. Tive medo de abrir os olhos e encontrar as coisas nos lugares errados. Tive medo de abrir os olhos e ver tudo na assustadora monotonia. Tive medo, e ainda era cedo. Abri os olhos e não vi nada. Podia ser pior. Foi. Questão de tempo. Temos nosso próprio tempo. Às vezes amigo, às vezes assassino. Temos todo tempo do mundo e não temos tempo a perder. A tempestade tem a cor de outros olhos, que não os seus. Ainda castanhos, incendiários, iluminavam muito, por muito pouco tempo. A noite não tinha luar e naquele infindo temporal quis você por perto, mais perto, dentro. Seria engraçado se não fosse triste, eu e você ali, você tão distante, e eu não deixando os sonhos se perderem dentro de mim. Foi casual demais, nos encontramos e nos perdemos, piscar de olhos, olhos fechados, eu não queria ver, eu só queria ouvir... Se eu não te amasse tanto assim...

2 comentários:

Thaís Valente disse...

Conheci seu blog na comunidade palavras ao vento no orkut, realmente muito bom aqui, adorei o texto! Sucesso viu! Estou seguindo, se puder ... http://falabest.blogspot.com/

Thaís. disse...

Permita-me: você foi perfeita aqui. :*