28 de jul. de 2013

Uno, dos, tres, catorce

    Sim, é lua crescente... Mas eu só consigo pensar em me perder nas estrelas do céu da tua boca e em me encontrar presa ao torpor que me provoca o teu cheiro, ao arrepio que me permite o teu toque e a submissão a qualquer uma das tuas vontades.
    Alguns infinitos são maiores que outros e eu trocaria a eternidade por mais algumas dessas noites tão bem gastas e aproveitadas ao lado, embaixo e em cima de ti. Eu trocaria pores do sol por doses extras desses raros vislumbres do teu sorriso, pra mim. Eu faria um acordo com o tempo, para que ele congelasse nesse momento e me permitisse apreciar a malícia escorrendo pelo canto dos teus lábios, curvados no ângulo exato para me despertar pensamentos tão sujos quanto os teus sussurros no meu ouvido, entre um suspiro e outro.
    Acordo com o teu gosto e as lembranças do teu rosto, mas sem ter certeza se vivi ou sonhei. Eu sou o pior dos teus problemas e espero que nunca encontre solução... Porque talvez você seja aquele que me salva... E talvez isso seja mútuo. E talvez o sentimento se torne recíproco. Palpável, possível, duradouro... Talvez, nisso de ter todo o tempo do mundo, o momento certo chegue. Os nossos ponteiros se alinhem para que os nossos caminhos se cruzem, paralelos... Posso continuar em stand by, vendo o teu olhar em cada esquina ou lacuna, até que você me ligue pedindo pra eu te dar a mão, apagar a luz e ir contigo... pra bem longe daqui, onde nem o céu seja o limite. 

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