23 de jun. de 2013

Prefácio.


Os olhos se caçando, em meio à multidão. O teu riso fácil na minha presença, o abraço de despedida cheio de jeito, curva, olhos fechados, vontade de ficar. Os corpos em sintonia, num ritmo charmoso. Um perfeito descompasso embalado pelo ofegar da respiração. A malícia do desejo misturada ao anseio pelo toque, carregado de ternura e certeza.  Os encontros ao acaso, com cara de colisão, cheios de explicação, motivo, teoria. O hábito de me procurar em sonhos. A lua cheia, refletindo o teu rosto. Iluminando o caminho, mostrando a direção. O teu sorriso, perdido entre a barba mal feita, me fazendo tocar o céu. O gosto por continuar mergulhando, mesmo sem saber nadar, no abismo dos teus olhos negros. As palavras certas, o cuidado subjetivo. Como resolve os problemas, como ignora intrigas pequenas. As inúmeras variações de humor que me permitem ver teu rosto em configurações infinitas. Chamam isso de amor, eu também acho. E seja como for, me da um abraço...  

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