2 de nov. de 2012

Pra encontrar você eu quase me perdi.


Nada é pra sempre e muito menos por acaso. Não querendo fugir à regra de que tudo o que começa, indiscutivelmente, tem fim, quero apenas censurar a parte da história que limita o tempo de duração das coisas a tão pouco. É indiscutível, igualmente, que a vida é uma viagem solitária. Entramos nessa loucura sozinhos. Saímos da mesma forma. No intervalo entre os dois extremos formamos um exército de um homem só. Mas todo mundo precisa de alguém pra segurar a mão. E tem sempre quem se mostre disposto a fazer parte da nossa história.
Você chegou quando eu menos esperava e se revelou justamente o que eu tinha desistido de procurar. Preencheu cada lacuna da minha cabeça e coração com doses diárias do melhor que tu tinhas pra me oferecer. Foi pleno, mas por tão pouco... Não sei onde eu errei e nem em que ponto nos perdemos. Eu nunca quis que isso morresse.
Meus olhos sentem falta dos teus olhos e meu corpo do calor do teu abraço. Em “tanto” tempo de vida você me apareceu como uma possibilidade de paz.
Agora me arrasto dentro de semanas que parecem não ter fim, presencio fins de tarde que, sem você, mais parecem o fim do mundo e o tempo todo sinto falta da vida em que você esteve comigo. Ou foram somente algumas semanas?
Entre a bagunça que a tua ausência causou em mim e tudo o que tem sido reprimido desde que você se recusou a me ouvir falar, fica, a cada amanhecer, uma vontade enorme de olhar no fundo dos teus olhos e te pedir perdão. “Por tudo que eu falei sobre o amor, sobre nós dois ou sobre o mundo”... Ou por todas as vezes em que, no impulso, falei sem pensar, por todas as vezes em que, na ânsia por agradar, decepcionei, por todas as vezes em que não fui o que você merecia...
Nunca fui o alvo do teu melhor e maior amor e nunca contestei essa situação. Sempre aceitei a simplicidade do sentimento. Sempre quis agradecer.
Com tanta dúvida e incerteza sobre o que o próximo passo trará, torço, apenas, pra que o acaso faça o teu caminho colidir com o meu.
Me mandam dar tempo ao tempo e enchem o meu vazio com clichês que nunca me pareceram sinônimos de solução.
Não me cansei, nem desisti. Não esqueci, porque não se esquece quem nos deu tanto pra lembrar. Não coloquei na mão de nenhuma divindade porque ainda tenho dúvidas de até aonde vai a minha fé. Estou apenas tentando em silêncio. Seguindo e guiando o meu coração. Com a certeza de que um grande sentimento não se perde por pequenos motivos. O vento certo vai fazer você voltar pra mim. 

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