Nessa de esperar a hora certa nem vi que horas eram quando você ligou, gritando no meio do barulho que queria me encontrar, tirar minha roupa e o meu medo, prender meu corpo e segurar minha mão, pedir baixinho: "tá doendo?" e ouvir um: "é claro que não". Enquanto a chuva caia lá fora, o rádio tocava um roquenrou melancólico e eu gemia em ré bemol. Era tudo o que eu queria, uma lágrima escorria, tu lambia o meu sal, beijos, blues e poesia, tudo o que não existia. Eu, você e mais nada, nada mal.
18/07/2012
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