25 de jun. de 2011

Na boca ao invés de um beijo um chiclete de menta.

Pararam de procurar o sentido da vida e descobriram que viver ultrapassa qualquer entendimento. Esqueceram-se de avisar que isso não significa que a gente não viva por algo, por alguém. É comum nos sentirmos vazios, invisíveis e deslocados quando não temos um sonho, um objetivo, um propósito. Precisamos de algo que nos motive, algo que nos impulsione, precisamos almejar algo, precisamos de alguém que nos faça querer ser melhor. Quando encontramos, ai sim, passamos a viver... Não a apenas existir, respirar, ocupar espaço. E quando vivemos... Bem, a dor é muito maior. A dor é do tamanho do que sentimos, é do tamanho da estrada que temos que percorrer até chegar ao que desejamos. Ela é presença constante, é presença confirmada. Viver implica nisso... Se doer, algumas vezes. Fazer doer, mesmo quando a intenção seja contrária. Isso o que julgam “seres racionais” são matéria, corpos em busca de corpos, totalmente sujeitos às conseqüências de ter coração. E não são poucas, as consequências... Coração é armadilha, coração é mistério, coração é ferida aberta, coração é infecção generalizada, coração é prazo de vida, coração é dor que não ameniza com morfina. Coração é involuntário, não consulta o “hospedeiro” antes de qualquer decisão. Coração é solo fértil, safras de amores e decepções... Coração é o motor, e ninguém sabe até quando o motor agüenta. 110, 120, CENTO E SESSENTA. Use cinto de segurança, não dirija se tiver bebido... Ou se arrisque a viver,  E TUDO O QUE ISSO IMPLICA!

Um comentário:

Anônimo disse...

E a sombra de um sorriso que eu deixeeeeei... numa das curvas da highway! Muito bom! Adoro a música e adorei o texto. Arriscando sempre, em busca da felicidade!

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Beijo