15 de jan. de 2012

Como se eu estivesse carregando cem toneladas de desilusões.

Ando dormindo tão mal... Como se sempre ficasse algo por ser feito, dito, escrito. Como se faltasse uma companhia protetora, um olhar de conforto, um abraço de refúgio. Meu corpo tem marcas gritantes: Olheiras profundas, quilos a menos, unhas roídas, semblante distante, e o pensamento então... À milhas e milhas e milhas de qualquer lugar. O amor é uma doença. Eu sou vítima freqüente. Não me surpreendem mais as taquicardias, os nós na garganta e as borboletas no estômago. De tanto me doer, criei anestesia própria.
Mas se fosse só o amor, meu Deus... Se não viesse sempre acompanhado por algo mais. Se houvesse correspondência, se houvesse troca, se houvesse reciprocidade... Mas junto com o amor vem a falta. Vem a saudade. Vêm as obsessões que jamais serão compreendidas, tão pouco aceitas...
O mundo grita o que é melhor pra mim e eu grito que o mundo não me conhece. O mundo não suspeita de metade do que eu sinto. O mundo me julga e me rotula imatura, vulnerável, i-di-o-ta. Se soubessem do amor que trago comigo, calar-se-iam. Não pediriam explicação. E eu lhes diria que não tem mesmo o que ser explicado.

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