10 de jul. de 2011
minha estória, meus quilômetros por hora
Guardo em mim um estúpido medo de ficar sozinha. Tão ruim quanto medo de escuro e medo de altura... A única diferença é que ainda não consegui o superar. Já tentei enfrentá-lo... Juro que tentei. A cada manhã me foco no objetivo de sorrir o tempo todo, na certeza de que meu sorriso mudará o dia de alguém. A cada manhã busco força, não sei de onde ou de que. A cada manhã acredito fielmente que o acaso andará ao meu lado, que alguém andará ao meu lado. Levo pouco tempo pra perceber que nem a minha sombra me acompanha mais. Devo ser detestável. Mas juro, sou metade esforço e a outra metade também. Passo noites em claro tentando ser melhor... o que me resta, na manhã seguinte, é uma ressaca moral, culpa da noite virada buscando alcançar o inatingível e desnecessário... Tanto quanto cruzar o rio em busca de água. Um minuto de silêncio, pra tentar encontrar explicação. O que eu preciso está desse lado, o que eu precisa está do meu lado, esquerdo, direito, dentro e fora. O que está do meu lado não exige mudanças. O que está do meu lado se adapta, me aceita assim mesmo, torta e cheia de erros. O que está ao meu lado não produz sombra, não tem reflexo, cor, cheiro ou sabor... Mas existe... Juro que existe... Explicação plausível para a rotina de arrepios. Está ao meu lado... Esquerdo, direito, dentro ou fora... Vou em frente. Sou causa perdida, tententender.
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