Somos seres racionais? Quem garante? Não é melhor concordar que agimos puramente por instinto? Como explicar que o coração é sempre mais valorizado que a razão? O que realmente é mais importante? O que você sente ou o que você pensa? A nossa geração está sempre um passo à frente, mas nunca sabe do que. É vulnerável, masoquista, e acostumada. Não se surpreende com mais nada. Perdeu o poder de ficar boquiaberta diante de uma situação. Fraca, se atinge facilmente. E parece gostar de ser alvo. Vai atrás de algo que a faça sofrer. Nem Freud explica. A nossa geração está constantemente apaixonada. Entende o que quero dizer quando a chamo de masoquista? Mas há também a capacidade de nunca desistir. Sobrevive à base de cápsulas de felicidade, falsa alegria, sorriso induzido; Caixas de lenço, filmes de amor, chocolates em forma de coração, dia dos namorados frustrado... E não da ouvidos ao sistema! Consegue acreditar em alma-gêmea, em pessoas que se completam, em ‘happy ends’ de contos de fadas. Eis a fé inabalável. Eis o suposto prazer em sofrer: Sabe que no fim, compensa.
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