As escolhas movem o mundo. As escolhas movem você. Definem seu futuro. Se Einstein não tivesse decidido criar a bomba atômica todas àquelas pessoas sem culpa não teriam morrido. Não teriam ido embora antes do fim. Se John Lennon tivesse escolhido esperar até as 23:05 para sair do estúdio ou se tivesse parado num café antes de ir até o Edifício Dakota talvez não teria dado de cara com seu assassino. Ou talvez, por questão de coincidência, sorte ou simplesmente o tema desse texto, escolha, aquela maldita bala poderia tê-lo atingido em outro lugar. Não ali, tão perto do coração . Se Humberto Gessinger tivesse escolhido gastar sua inteligência com outra coisa que não composições eu não estaria aqui, agora, ouvindo sobre os 10.000 destinos, sobre as inúmeras variações sobre os mesmo temas, e motivada a escrever. Talvez eu não ocupasse minha cabeça com tantas dúvidas. Talvez eu ocupasse meu tempo apenas decidindo o que escolher. Escolher se vou pra direita ou pra esquerda. Sempre imaginando que se eu tivesse ido por outro lado a minha vida teria rumo totalmente diferente. Porque teria. Eu poderia dar de cara com alguém que faria uma bagunça na minha vida, ou poderia ser atropelada ou poderia resolver pular de uma ponte (aliás, se um dia você decidir pular, escolha bem o rio. Isso meio que deixar claro o motivo da morte: afogamento, concussão ou qualquer coisa relacionada a poluição da água).
Mas a vida é isso aí. É como um simulado, uma prova de vestibular. Você tem as alternativas. Uma delas é a certa, você precisa escolher. A diferença é que no vestibular o estudo pode levar você à perfeição, à escolha correta. Na vida não é assim. É tudo questão de experiência... ou melhor, de sorte! De não ter medo de arriscar. Basta saber que para tudo haverá uma conseqüência... Seria bom se pudéssemos assistir ao nosso futuro antes de ele acontecer, não? Seria bom ter a certeza de que estamos fazendo a escolha certa. Mas é aí que está a graça da piada. O prazer da vida está em correr riscos.
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